Abaixo, um vídeo que publiquei no YOUTUBE. É uma versão resumida de uma viagem que fiz com meu sócio Eduardo Pereira em 27 de dezembro de 2009. Três meses antes, eu estava em coma na UTI do Hospital Anchieta lutando pela minha vida...
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para o distrito policial.
D – Delegado
L – Ladrão
D – Que vida mansa, heim vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L – Não era para mim não. Era para vender.
D – Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
L – Mas eu vendia mais caro.
D – Mais caro?
L – Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D – Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L – Os ovos das minhas eu pintava.
D – Que grande pilantra (mas já havia um certo respeito no tom do delegado). Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L – Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele e ele, por sua vez, se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio.
D – E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L – Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados... Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinha e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D – Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L – Trilionário! Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior, em paraísos fiscais.
D – E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L – Às vezes. Sabe como é.
D – Não sei não, excelência. Explique-me.
L – É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa: o risco! Entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para cadeia. É uma experiência nova.
D – O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não!
L – Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D – Sim. Mas é primário... E com esses antecedentes...
Sinceridade, na atual circunstância que vivemos no nosso país, incluindo as "empresas de consultorias" incrivelmente rentáveis como do ex-Chefe da Casa Civil Antonio Palocci, a frase do senador Pedro Simon resume perfeitamente a situação do Brasil:
"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que houve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas".
Em algum lugar deste Brasil, um prédio de 4 andares foi totalmente destruído pelo fogo. Um incêndio terrível!
Todas as pessoas das 10 famílias de sem-teto, que haviam invadido o 1º andar, faleceram no incêndio.
No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.
O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido político influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais, que também faleceram.
No 4º andar viviam engenheiros, médicos, advogados, professores, empresários, bancários, vendedores, comerciantes e trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam!
Imediatamente a "Presidente da Nação" e toda a sua assessoria mandou instalar um inquérito para que o Chefe do Corpo de Bombeiros explicasse a morte dos "cumpanheiros" e porque somente os moradores do 4º andar haviam escapado.
O Chefe do Corpo de Bombeiros respondeu: "Eles não estavam em casa. Estavam trabalhando".
Precisa dizer mais alguma coisa?
Quem disse que o funk brasileiro não tem partitura?

Eu conheço mesa de ferro fundido, mas a promoção que o "Extra Anchieta" está fazendo é de uma mercadoria especial e única! Senhoras e senhores, a mesa de "ferro fudido":

E pode ser pago em 5x... é de fuder!
Pois é, né... E depois os torcedores do São Paulo não sabem porque são considerados "frutinhas"... Ou questionam o fato do Morumbi ser conhecido como Panetone (redondo e cheio de frutinhas):

Sabe o que me impressiona às vezes? É ver gente que estuda, se forma e atua de forma completamente irresponsável. Recentemente, no enterro de um filho de um amigo, revi outro amigo em comum que é médico. Era a época em que a mídia exibia uma forte campanha para vacinação da população contra a perigosa gripe H1N1.
Durante o enterro, esse médico soltou pérolas absurdas! Por exemplo: "H1N1 não existe e os casos graves são frutos de gripes sazonais" ou "é uma armação envolvendo os laboratórios, que querem faturar alto inventando pandemias". Então tá! Claro que sei que, no capitalismo, as empresas só querem aumentar seus lucros. E os laboratórios, mesmo com a responsabilidade social de serem os provedores de saúde para a população, não são diferentes. Muitas vezes a moralidade e a ética vão para a privada e empresários podem realmente ser inescrupulosos.
Mas, a despeito de qualquer teoria conspiracionista envolvendo a indústria farmacêutica e a classe médica, o fato é que eu sou um sobrevivente da pandemia do H1N1 em 2009. E eu me pergunto: quantos pacientes desse médico estão recebendo informações falsas, truncadas e sem qualquer fundamento na realidade?
Até soube que um diagnóstico errado desse médico irresponsável quase levou um amigo em comum ao óbito. Ele "diagnosticou" pancreatite, enquanto nosso amigo tinha rompido o apêndice. O apêndice foi descoberto numa cirurgia investigativa, para verificarem o que estava acontecendo, já que nosso amigo piorava e não respondia ao tratamento de pancreatite. E eis que acharam o apêndice necrosado e por sorte, mas muita sorte mesmo, o quadro não evoluiu para infecção generalizada. E nosso amigo médico nem se dignou a aparecer no hospital depois que foi constatado que seu diagnóstico errado quase matou um ser humano.
Sobre a "invenção" do H1N1 alegado por esse médico irresponsável; não sou médico, não sou profissional da área de saúde e nem um autoditada de medicina. Mas sei o que passei. Eu fiquei à beira da morte em 2009. Segue o meu testemunho:
SOBREVIVENTE DA PANDEMIA DO H1N1 – AGOSTO DE 2009
Em agosto de 2009, fiquei gripado. Tinha uma leve febre e, apesar dos analgésicos, ela era persistente. E eu cometi um dos piores erros de minha vida: simplesmente me automedicava com comprimidos de Naldecon, Vitamina C e Dipirona, enquanto assistia a noite, nos programas de jornalismo da TV, que havia uma pandemia de Gripe Suína (H1N1 ou Influenza A). Uma semana sendo estúpido, me automedicando, e o H1N1 teve tempo para evoluir para uma broncopneumonia gravíssima! E de forma bem repentina...
Apesar da gripe, eu estava numa churrascaria com meu sócio (temos uma empresa na área de informática) e, de repente, não conseguia comer mais nada, sentindo náuseas. Pedi para meu sócio fechar a conta e irmos para um Pronto Socorro, pois não me sentia bem. Ao chegar no P.S., já estava com dificuldade de respirar. Quando entrei no P.S., comecei a entrar em pânico e me sentir sufocado.
Cena ridícula: cai no chão do P.S. gritando que não conseguia respirar e minha vista foi ficando turva até que fechei os olhos e abri jurando que havia se passado tão somente cinco minutos, quando foram 31 dias de UTI. Tudo que sei desse período, me foi contado pela minha família e pela psicóloga do Hospital, aos poucos, já que acharam que eu ficaria chocado e alterado demais se soubesse tudo de uma vez. Eu fui levado de ambulância para o Hospital Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), tive duas paradas cardiorrespiratórias e acabei entubado, em coma induzido, na UTI e respirando com ajuda de aparelho. Meus pulmões sozinhos não saturavam nem 30% de oxigênio, o que é insuficiente para se manter vivo.
Bom, obviamente que os médicos da UTI desconfiaram imediatamente que eu era mais um em estágio avançado do H1N1. Eles colheram material e enviaram para o Instituto Adolfo Lutz. Como o resultado demora vários dias, nem esperaram a confirmação do diagnóstico (foi confirmado 10 dias depois), mas iniciaram imediatamente meu tratamento e talvez isso me salvou.
Mesmo assim foram 31 dias de terror, porque tive vários problemas, entre os quais meus rins pararam de funcionar e afins. Quando trouxeram o equipamento de hemodiálise para a UTI, no meu leito, meus rins voltaram a funcionar novamente. Houve dias que os médicos avisaram os meus familiares que o pior poderia se concretizar. Ou seja: que corria sério risco de vida. Minha situação clínica era de choque séptico e insuficiência renal aguda, além do comprometimento respiratório. E eu simplesmente não vi e nem senti absolutamente nada... Como disse, esses 31 dias foram "perdidos" para mim, me restando a impressão de que foi cinco minutos.
Resumindo, num dado momento meu corpo reagiu, respondeu positivamente ao tratamento a ponto de me tirarem do estado de coma e depois da UTI. Fiquei ainda uns 30 dias na enfermaria, sob observação, e tomando tanto antibiótico na veia e tudo o mais, que meus braços ficaram em carne viva de tanto serem espetados. Essa parte eu senti e vi, pois estava acordado.
Mas eu só tenho motivos para ficar feliz. Apesar de ter tido duas paradas cardiorrespiratória, nenhum AVC aconteceu! Nas duas vezes, fui ressuscitado com sucesso em cerca de 30 segundos. Estou perfeito nas funções motoras e intelectuais. A tomografia confirmou que estou ileso. Claro que meu estado era de uma pessoa que ficou imobilizada por cerca de 60 dias, na cama. Precisei fazer muitas sessões de fisioterapia para voltar a andar normalmente e tudo o mais.
Vários enfermeiros e até mesmo um dos médicos disseram que eu tive muita sorte, porque no estado que eu cheguei, com os pulmões comprometidos e incapazes de oxigenar, tendo paradas cardiorrespiratórias e tudo o mais, o óbito é iminente! E para piorar, meu quadro clínico evoluiu para choque séptico e insuficiência renal aguda – situação em que cerca de 60% dos pacientes não sobrevivem. Voltei à vida, literalmente, sendo que muitas pessoas não tiveram essa sorte. Inclusive gente muito mais jovem do que eu infelizmente não resistiu.
A única conclusão que posso chegar é que quem acredita que a pandemia do H1N1 foi uma invenção conspiracionista, certamente leu muita bobagem na internet e não esteve nos hospitais na época. As pessoas estavam morrendo como moscas e eu quase fiz parte dessas estatísticas tristes.
Passei em frente e não agüentei. Resolvi registrar o absurdo em foto. Direto do Cambuci (SP), na Rua Do Lavapés, uma "Mini Padaria":



Agora que a poeira abaixou e a imprensa não está mais comentando a tragédia de Realengo, onde o atirador Wellington de Oliveira, com apenas 23 anos, cometeu uma das piores barbáries que se tem notícia no Brasil, acho conveniente levantar a questão: temos que desarmar a população?
Sou absolutamente CONTRA o desarmamento da população. Quem deve ser desarmado é o bandido e não o cidadão de bem. O bandido, certo de que a população está desarmada, com certeza se sente muito mais seguro para agir. Aliás, para desarmar a população, no mínimo temos que ter a polícia com um desempenho próximo a 100% de eficiência... E sabemos isso é uma das mais fantasiosas utopias no Brasil.
Quando vejo alguma autoridade defender o desarmamento, o que percebo é quase uma confissão da sua incompetência. Uma polícia que não funciona. E quando a polícia funciona, as leis se mostram incrivelmente complacentes, concedendo o benefício de progressão da pena. Some a isso a incapacidade de fiscalizar com eficiência o comércio e as aquisições de armas de fogo. Ou seja: nossas autoridades, ao defender o desarmamento da população, assumem incapazes de gerir a população com o direito de escolher se querem ou não querem possuir uma arma em casa.
Sei que incidentes como a tragédia de Realengo podem acontecer... Mas inocente de quem achar que está evitando outros incidentes com o desarmamento da população. Até onde sei, Wellington obteve suas armas de forma ilegal. Então seria o desarmamento a solução? Ou será que a solução seria impedir o tráfico e o comércio ilegal de armas?
Gostaria de lembrar que não existe inferno pior para um exército invasor do que lidar com uma população armada. Em cada janela, em cada porta, em cada casa ou em cada rua que avança, o invasor pode se deparar com pessoas armadas dispostas a proteger suas famílias e suas casas. Porque você acha que morreram mais soldados americanos no Iraque depois que derrubaram Saddam e dominaram as forças militares iraquianas? Aliás, população armada deve ser um grande inferno também para a criação, a consolidação e manutenção de regimes autoritários, antidemocráticos e ditadores. Pensem nisso!
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